Em dois dias de blitz, os fiscais do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul flagraram sete clandestinos exercendo ilegalmente o trabalho de corretores de imóveis em Campo Grande. Um profissional que estava com atividades impedidas também foi flagrado atuando.
Os clandestinos foram autuados e serão denunciados por exercício ilegal da profissão. A coordenadora de Fiscalização do CRECI-MS, Roseane Wassouf Candéa, explica que as blitze têm como propósito proteger os corretores de imóveis e também a sociedade, garantindo que os negócios imobiliários sejam feitos de forma lícita e segura por profissionais que estão em dia com suas obrigações.
Três agentes participaram das ações nos dias 6 e 7 de março (sábado e domingo), o trabalho foi concentrado em empreendimentos imobiliários em lançamento. “A fiscalização, realizada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis, objetivou, principalmente, verificar os documentos dos corretores inscritos e coibir que pessoas não inscritas, neste Conselho, viessem a intermediar transações imobiliárias”, explica Roseane.
Ela destaca que as blitze são estratégicas para a fiscalização, por isso vão ocorrer ao longo do ano. Os trabalhos ocorrem também nas cidades do interior, com ações programadas e checagem de denúncias, que podem ser feitas pessoalmente, por cartas ou ainda através do nosso site: www.crecims.com.br.
“ Pretendemos intensificar o trabalho no interior do estado, enviando, mensalmente, uma equipe para atender a uma determinada região. Na capital mapearemos a cidade por regiões cuja atuação ficará a cargo de um fiscal”, diz a coordenadora de Fiscalização.
O fiscal Leonardo Bernardes afirma que a participação dos corretores de imóveis é fundamental para que o trabalho tenha êxito, especialmente nas cidades do interior. “Quando viajamos em fiscalização temos um tempo curto e é importante que haja um foco para otimizar os trabalhos e atingir os objetivos”, explica.
Assim, é fundamental que os profissionais denunciem e que entendam que, além de legítimo, apontar ao órgão fiscalizador situações de irregularidade também é obrigação prevista no Código de Ética. “Sempre dizemos que nosso maior fiscalizador é o próprio corretor de imóveis”, finaliza Leonardo.
